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Crianças com menos de 5 anos sofrem de desnutrição
Metade das crianças nesta faixa etária sofre de desnutrição crónica, causando danos irreversíveis no crescimento e no desenvolvimento cognitivo. A situação agravou-se desde 2022.
Moçambique é um país rico em recursos naturais e em património cultural, com mais de 34 milhões de habitantes. Ainda assim, continua entre as nações menos desenvolvidas do mundo – ocupando a 182.ª posição entre 193 no Índice de Desenvolvimento Humano, com a maior parte da população a viver abaixo do limiar de pobreza.
O conflito e os desastres associados ao clima continuam a deslocar centenas de milhares de pessoas e a agravar as necessidades humanitárias. Em nenhum lugar estes desafios estão tão concentrados como no norte – em Cabo Delgado.

Com 2,8 milhões de habitantes, Cabo Delgado é uma das províncias mais carenciadas de Moçambique – e os seus desafios estão profundamente interligados. Metade das crianças com menos de cinco anos sofre de malnutrição crónica (inquérito SMART, 2023), o que causa danos irreversíveis no seu crescimento e desenvolvimento. Uma criança que aqui nasce tem menor probabilidade de sobreviver ao primeiro ano de vida e uma probabilidade muito mais baixa de chegar a uma sala de aula segura, equipada e com professores. Seis em cada dez adultos não sabem ler nem escrever, e o peso recai sobretudo sobre as mulheres e as raparigas. Mais de metade das crianças entre os 5 e os 17 anos nunca frequentou a escola, e a província tem a mais alta taxa de abandono escolar do país, de 20,8% (UNICEF, 2022). Ciclones sucessivos destruíram cerca de 2000 salas de aula numa província onde as escolas já estavam sobrelotadas. Apenas 26,6% da província tem acesso a electricidade (Banco Mundial, 2023), deixando centros de saúde sem energia fiável e escolas sem luz.
Não são lacunas isoladas. Agravam-se umas às outras – e limitam o retorno de qualquer outro investimento na saúde, na educação e na economia local. Mas não são a imagem completa. Cabo Delgado tem também terra fértil, um litoral activo, uma população jovem e comunidades determinadas a construir um futuro melhor.
As nossas duas áreas de actuação – Desenvolvimento do Capital Humano e Diversificação Económica – foram seleccionadas para enfrentar estes desafios sistémicos na raiz. Ao investir no capital humano e ao fortalecer as instituições locais, acreditamos que um futuro mais justo e próspero para o povo de Cabo Delgado está ao nosso alcance.
Os indicadores abaixo mostram o ponto de partida – e porque escolhemos actuar onde actuamos.
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Metade das crianças nesta faixa etária sofre de desnutrição crónica, causando danos irreversíveis no crescimento e no desenvolvimento cognitivo. A situação agravou-se desde 2022.
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De cada 19 mulheres que dão à luz, uma não sobrevive. É mais do dobro da taxa nacional, e os dados são de 2017, antes do pico do conflito.
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Quase 8 em cada 100 bebés nascidos não chegam ao primeiro aniversário, 65% acima da média nacional.
61%
A taxa entre as mulheres aproxima-se de 75%. Apenas uma em cada quatro mulheres sabe ler e escrever, a maior taxa de analfabetismo feminino em Moçambique.
≈ 23,8%
Cabo Delgado regista uma das taxas de transição para o ensino secundário mais baixas do país.
1%
De cada 100 raparigas matriculadas no ensino primário em Moçambique, apenas uma chegará à universidade. As restantes abandonam, na maioria dos casos, antes de concluir o ensino primário.
243 USD
Menos de metade da já baixa média nacional e menos de um dólar por pessoa por dia, segundo os dados provinciais mais recentes disponíveis.
> 50%
Mais de metade das crianças entre os 5 e os 17 anos nunca frequentou a escola.
36.º
Uma criança nascida em Moçambique atingirá apenas 36% do seu potencial pleno aos 18 anos.
Mais de 40%
Mais de 40% das estradas distritais estão classificadas como intransitáveis.
73,4%
A maioria dos agregados familiares não tem acesso a qualquer fonte de energia eléctrica.
1,3 milhões
Pessoas deslocadas pelo conflito e por fenómenos climáticos desde 2017.
Contribuir para o desenvolvimento de Cabo Delgado e da região, capacitando as comunidades e diversificando a economia.


Fazer parcerias com comunidades, Governo, sociedade civil e organizações nacionais e internacionais para acelerar o desenvolvimento através de investimentos estratégicos e soluções inovadoras. Concentramo-nos na primeira infância, na educação, no acesso à energia e no crescimento do sector privado, visando intencionalmente raparigas, mulheres e jovens.